Nesta terça-feira (25), a Seleção Brasileira protagonizou um dos capítulos mais vergonhosos de sua história recente ao ser goleada por 4 a 1 pela Argentina, no Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, pela 14ª rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026. Os gols argentinos foram marcados por Julián Álvarez, Enzo Fernández, Alexis Mac Allister e Giuliano Simeone, enquanto Matheus Cunha descontou para o Brasil.
Esta derrota não é apenas um tropeço; é um reflexo gritante da desorganização e incompetência que assolam a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) neste ciclo de Copa. A instabilidade é evidente: desde a saída de Tite, a Seleção passou por uma série de mudanças no comando técnico, incluindo Fernando Diniz e, mais recentemente, Dorival Júnior, que assumiu o cargo com a promessa de estabilidade até 2026.
A falta de continuidade e planejamento é alarmante. A CBF parece estar mais preocupada em apagar incêndios do que em construir uma equipe sólida e competitiva. As constantes trocas de técnicos impedem a formação de uma identidade tática e comprometem o desempenho dos jogadores em campo.
O resultado contra a Argentina é um sintoma claro dessa má gestão. A Seleção foi dominada do início ao fim, sofrendo sua pior derrota em Eliminatórias, superando o revés por 3 a 0 para o Chile em 2000. Além disso, é a primeira vez que o Brasil perde os dois confrontos para a Argentina em uma mesma edição das Eliminatórias.
É inaceitável que uma potência do futebol mundial seja gerida com tamanha negligência. A CBF precisa urgentemente rever suas políticas e estabelecer um projeto coerente e duradouro para a Seleção Brasileira. Em vez de construir um projeto a longo prazo, a Confederação se comporta como um clube sem direção.
O que mais preocupa não é apenas a derrota, mas sim o caminho sem rumo que a Seleção segue. Com uma diretoria perdida e um futebol cada vez mais pobre, qual a garantia de que a equipe chegará forte para a Copa do Mundo?
Se nada mudar, a tendência é que o Brasil continue acumulando vexames. O pesadelo do 7 a 1 pode ter sido contra a Alemanha, mas, pelo visto, a Seleção Brasileira se especializou em repetir capítulos trágicos da sua história.
vini.
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